Google Earth

quinta-feira, 18 de março de 2010 20:00:00 Categories: Google Earth
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De todos os programas que surgiram nos últimos tempos, sem dúvida, o Google Earth é um dos favoritos de grande parte das pessoas.

 

 

Na verdade, muita gente gosta bastante de diversos outros serviços do Google. Esse cenário tornou praticamente obrigatória a utilização do Google Earth, seja como usuário, nas análises, ou indo um pouco além, criando aplicativos com o mesmo.

 

Um pouco de história

O Google Earth é um programa de informação geográfica, e mapeia toda a terra através da superposição de dados de satélites, fotografias aéreas e dados GIS 3D.

Embora o nome nos leve a intuitivamente pensar Google Earth foi desenvolvido pela Google, na verdade essa ferramenta foi comprada de uma empresa chamada KeyHole. Fica mais fácil entender agora o motivo das extensões kml e kmz, não é mesmo?

Arquivos do tipo kml (keyhole markup language) funcionam mais ou menos como um arquivo html funciona na internet. Ele tem os comandos que instruem o Google Earth a plotar os dados adequadamente. Já os arquivos do tipo kmz (keyhole markup language zipped) são basicamente os arquivos kml zipados. Isso mesmo, você pode até fazer um teste: pegue um arquivo seu com a extensão kmz, e altere a extensão para zip. Em seguida, clique com o botão direito e peça para desanexar. Pronto! Você tem seu arquivo correspondente com a extensão kml.

 

Instalação

A instalação do Google Earth é bastante trivial. Baixe o programa de instalação da Internet, e prossiga com a instalação padrão.

 

Modo DirectX ou OpenGL. O que é isso?

Após instalar o Google Earth e iniciar o programa pela primeira vez, ele deverá dizer a você qual modo abrir, e ajsutar essa opção como default. As opções de modo são DirectX e OpenGL.

Aqui não há muito segredo não, mas é sempre bom sabermos um pouquinho o que significa isso.

A diferença principal (e talvez única) é que quando você abre usando openGL, o Google Earth usa a memória que é dedicada na sua placa gráfica, e não recursos do sistema. Ou seja, se você tem uma placa gráfica instalada capaz de lidar com requisitos de memória do Google Earth, então abra em modo openGL. Já se a sua placa gráfica usa memória do sistema (RAM), então abra usando DirectX, que é proprietário da Microsoft, conjunto de APIs desenvolvido para melhorar os efeitos 3D em programas e jogos.

Mas o que acontece é que provavelmente você nem sabe se tem ou não placa gráfica instalada. Na dúvida, deixamos o que o programa indicou. Se você ainda estiver em dúvida, abra nos modos e verifique qual modo lhe dá a melhor performance.

 

Interface do Programa

Você provavelmente já usou o Google Earth, ou pelo menos já viu alguém usando. A interface é bem simples, com comandos bem diretos.

De forma bem rápida temos:

(1) Área principal: onde visualizamos todos os dados;

(2) Pesquisar: local onde podemos encontrar informações a partir de um determinado endereço;

(3) Lugares: que é onde ficam os seus dados, para serem superpostos na área principal;

(4) Camadas: onde ficam outros dados fornecidos pelo programa que também poderão ser visualizados com os seus dados na área principal.

 

Começando...

Já instalamos, e conhecemos as interfaces básicas. Mas existem alguns ajustes que melhoram a nossa experiência com o Google Earth. São algumas dicas que podemos aprender utilizando, mas vou enumerar alguns ajustes e procedimentos que eu faço, a maioria para melhorar a performance do meu trabalho.

 

CTRL + F: Procurar

Para procurar algum item nos seus dados rapidamente, digite CTRL + F (tecla Control e tecla F). Surgirá uma caixa de pesquisa Localizar entre as áreas de Lugares e Camadas.

Digite o que procura (ou pelo menos parte) nessa caixa e tecle Enter. Utilize as teclas Para Cima e Para Baixo para navegar pelos resultados. À medida que você vai digitando o texto procurado, o mesmo vai ficando verde ou vermelho, dependendo se ele existe ou não nos seus locais.

Opções

Em qualquer programa, só devemos fazer alterações nas configurações default apenas se soubermos o que estamos fazendo, e como essas alterações irão afetar o programa. As opções do Google Earth felizmente não são tão críticas, a ponto de comprometermos a funcionalidade, e sempre podemos clicar em Restaurar padrões, voltando as configurações iniciais.

Assim, seguem algumas alterações que podem ser feitas.

(1) Opções - Visualização 3D - Ampliar elevação: altere para o máximo (3). Isso dá um destaque para os morros, e na prática se aproxima mais da realidade que o valor padrão 1; Experimente os dois valores e deixe no que achar mais conveniente.

(2) Opções - Navegação - Voar para: esse parâmetro aumenta a velocidade quando vamos de um local para outro. A velocidade padrão faz parecer que o programa é mais ‘pesado’ do que realmente é. Aumente a velocidade, e dê alguns duplos cliques para verificar a diferença.

(3) Opções - Navegação - Roda do Mouse: esse parâmetro tem mais ou menos o mesmo efeito do anterior, só que relacionado a roda do mouse. Aumente um pouco a sua velocidade, também dá a sensação que o Google Earth fica mais leve e ágil.

 

Transparência e Polígonos, pra que?

Observe a imagem abaixo...

Conseguiu identificar algum ponto incluído pelo usuário? Pelo menos rapidamente?

Pois é, às vezes, dependendo das imagens que estão abaixo dos nossos dados, fica difícil termos uma visão clara dos mesmos. A dica nesse caso é desenhar um polígono em branco, na área em questão. As imagens ficaram por baixo, e os nossos dados irão se sobressair.

Observe novamente a mesma imagem, agora com um polígono desenhado.

Agora deu pra ver os dados, não é mesmo?

Mas perdemos a informação das imagens. Para resolver esse problema, podemos usar o artifício da transparência, através da barra localizada entre Lugares e Camadas.

Com o polígono selecionado, deslize a barra de transparência para a esquerda, até um ponto que achar suficiente para enxergar tanto os seus dados, quanto os dados de imagens.

 

Medir!

A ferramenta Régua, acessada através do Menu Ferramentas – Régua ou pelo ícone próprio é bem intuitiva, permite medirmos distância entre pontos, e até mesmo calcular o total de vários trechos, usando a guia Caminho.

Mas tem uma opção interessante, que às vezes nem percebemos. Podemos utilizar a ferramenta régua para medir o ângulo!

 

Abra sempre no mesmo lugar que eu quero!

Quer que o programa vá sempre para um local quando abrir? É simples.

Selecione Meus Lugares, na área de Lugares. Navegue pela área principal até onde deseja tornar como local inicial.

No Menu Editar, escolha Visualização tipo instantâneo, e pronto. Dá próxima vez que você abrir o programa, ele irá direto para o seu local escolhido.

 

Conclusão

Este foi uma breve resumo do software Google Earth, da Google Inc.. Este é um dos softwares GIS que utilizaremos bastante nos nossos trabalhos.

Esperamos que você tenha gostado. Tire suas eventuais dúvidas postando seus comentários no Blog ou através do nosso Suporte via Chat ou E-mail.

Até nosso próximo encontro, e lembre-se: O seu sucesso é o nosso sucesso!